Homem é investigado após pintar suástica em calçada de Brazlândia

Polícia Civil do DF cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do suspeito nesta sexta-feira (6/11). Investigação apura possível crime de apologia ao nazismo.

Suástica em calçada de Brazlândia, no Distrito Federal, motivou investigação da Polícia Civil Reprodução/Metrópoles
Suástica em calçada de Brazlândia, no Distrito Federal, motivou investigação da Polícia Civil. Reprodução/Metrópoles

 

Um morador de Brazlândia, no Distrito Federal, está sendo investigado pela Polícia Civil do DF (PCDF) após pintar uma suástica em uma calçada de via pública. A ocorrência é apurada pela 18ª Delegacia de Polícia, depois que a corporação recebeu denúncias anônimas sobre o caso.

Nesta sexta-feira (6/11), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do suspeito, com autorização judicial. Durante a operação, a equipe encontrou o imóvel em condições de sujeira e desorganização e apreendeu o celular do investigado.

De acordo com a Polícia Civil, a denúncia chegou à delegacia em 1º de novembro. Após receber a informação de que uma suástica havia sido desenhada em uma calçada, os agentes foram até o endereço indicado, identificaram a pintura e localizaram o responsável.

Ao ser ouvido na delegacia, o homem confirmou ter feito o desenho, mas alegou que desconhecia o significado do símbolo.

Investigação por apologia ao nazismo

A conduta é investigada por possível enquadramento no crime previsto na legislação brasileira para quem fabrica, comercializa, distribui ou divulga símbolos e materiais que utilizem a cruz suástica ou gamada com a finalidade de promover o nazismo.

A pena prevista para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Em nota, a Polícia Civil esclareceu que a configuração do delito depende da comprovação de que o símbolo foi utilizado com o objetivo específico de divulgar o nazismo.

Segundo a corporação, as diligências continuam para esclarecer a motivação do investigado, reunir provas e confirmar ou descartar a hipótese de crime.

O procedimento segue em investigação pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia.