A confirmação de três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, neste mês de abril, acendeu um importante alerta para a saúde pública. Os registros incluem um óbito na cidade de Cunha e dois casos de pacientes que se recuperaram em Cruzeiro. Um detalhe chama ainda mais atenção das autoridades e especialistas: nenhum dos pacientes tinha histórico de vacinação contra a doença.

A febre amarela é uma infecção viral grave que pode levar à morte em mais de 50% dos casos mais severos. Diante desse cenário, médicos reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo a imunização, disponível gratuitamente e indicada para crianças a partir dos 9 meses de idade.
De acordo com o médico pediatra Antonio Carlos Turner, coordenador da rede de clínicas Total Kids, no Rio de Janeiro, a população precisa encarar a vacinação como prioridade, principalmente em regiões com circulação ativa do vírus.
“A vacina é recomendada a partir dos 9 meses de idade e, na maioria dos casos, uma única dose garante proteção para a vida toda. Complementarmente, o uso de repelentes e roupas compridas em áreas rurais é essencial. Manter o calendário vacinal atualizado é um dever coletivo para evitar que uma doença evitável continue ceifando vidas”, destaca o especialista.

A transmissão da febre amarela acontece principalmente no ciclo silvestre, por meio dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, e também pode ocorrer no ciclo urbano, com o Aedes aegypti. Especialistas reforçam ainda que os macacos não transmitem a doença. Eles também são vítimas do vírus e funcionam como importantes sentinelas para indicar a presença da circulação viral em áreas de mata.
Como não existe tratamento específico ou cura para a febre amarela, o atendimento hospitalar é feito apenas com suporte clínico para evitar complicações graves, como falência de órgãos. Por isso, a prevenção se torna ainda mais fundamental.
Além da vacinação, a orientação é que pessoas que frequentam áreas rurais, trilhas ou regiões de mata façam uso de repelentes, roupas compridas e busquem orientação médica antes de viagens para áreas de risco.
O alerta serve especialmente para pais e responsáveis: crianças já podem ser protegidas a partir dos 9 meses de vida, reduzindo significativamente os riscos de uma doença que, apesar de prevenível, ainda continua fazendo vítimas no país.

