Metroviários do DF aprovam greve por tempo indeterminado a partir de 1º de setembro

Metrô-DF atende diariamente cerca de 170 mil passageiros | Crédito: Renato Araújo/Agência Brasília
Metrô-DF atende diariamente cerca de 170 mil passageiros | Crédito: Renato Araújo/Agência Brasília

 

Os metroviários do Distrito Federal aprovaram, nesta quarta-feira (26/8), a realização de uma nova greve a partir de 1º de setembro. A paralisação será por tempo indeterminado, segundo o sindicato da categoria, que afirma ter esgotado as tentativas de negociação com o Governo do Distrito Federal.

Entre as principais reivindicações está a realização de um novo concurso público para recompor o quadro de empregados do Metrô-DF. A categoria também cobra melhores condições de trabalho, o cumprimento das cláusulas previstas no acordo coletivo vigente e a aceitação integral de uma proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Em publicação nas redes sociais, o sindicato afirmou que a realização de concursos para o Metrô-DF historicamente esteve ligada à mobilização dos trabalhadores.

“Se tem algo que a história da categoria metroviária na capital do país nos mostra é que a greve é a ferramenta mais valiosa para a conquista de direitos”, afirmou a entidade.

A decisão ocorre após uma tentativa de mediação no TRT. No início de agosto, os metroviários haviam suspendido o indicativo de greve depois de uma negociação que tratou justamente da realização de um concurso público. A proposta, porém, dependia da aprovação do Metrô-DF.

Concurso é uma das principais cobranças

A recomposição do quadro de funcionários está no centro da nova mobilização. Para os trabalhadores, a redução do número de empregados afeta as condições de trabalho e a operação do sistema.

Além do concurso, a categoria reivindica a manutenção de direitos previstos nas negociações coletivas, incluindo benefícios e o pagamento da chamada “quebra de caixa”.

Nova paralisação ocorre em meio a falhas na operação

A definição pela greve também ocorre em um período de sucessivos problemas na operação do Metrô-DF.

Na segunda-feira (24/8), passageiros precisaram deixar um trem e caminhar pelo túnel durante uma interrupção no trecho entre a Estação Central e a Asa Sul.

Dias antes, em 20 de agosto, passageiros que seguiam de Samambaia para a Estação Central tiveram de desembarcar na estação de Águas Claras após uma falha interromper a circulação no trecho.

Em 5 de agosto, serviços de manutenção entre diferentes estações também provocaram redução da velocidade dos trens e aumento no tempo de viagem.

A operação ainda vinha sendo afetada por restrições na região da Asa Sul desde o fim de julho, depois que um trem descarrilou entre as estações 110 e 112 Sul.

Com a decisão tomada nesta quarta, sindicato e empresa terão até o início da paralisação para tentar retomar as negociações e evitar a interrupção do serviço a partir de 1º de setembro.