
Uma doação de apenas R$ 0,22 para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou atenção pelo valor escolhido. O depósito, feito via Pix na segunda-feira (24/8), reproduz o número que identifica Flávio Bolsonaro (PL) na urna eletrônica.
O valor aparece entre as contribuições registradas para a campanha de Lula à reeleição e foi feito em tom de ironia, em uma referência direta ao adversário. A legislação eleitoral permite doações de pessoas físicas por diferentes meios, incluindo Pix, transferências bancárias e plataformas de financiamento coletivo autorizadas pela Justiça Eleitoral.
Até a manhã de sexta-feira (28/8), Lula havia recebido pouco mais de R$ 115 mil em contribuições de pessoas físicas. Além dos R$ 0,22, a prestação de contas registra valores considerados simbólicos, como depósitos de R$ 0,01 e R$ 0,05.
Os dados dos doadores precisam ser informados à Justiça Eleitoral e ficam disponíveis para fiscalização. A identificação é obrigatória mesmo nos casos de contribuições de centavos.
Financiamento coletivo
A campanha de Lula também utiliza plataformas de financiamento coletivo, conhecidas como “vaquinhas virtuais”. Mais de 1,2 mil pessoas já haviam contribuído por esse mecanismo.
Além das doações privadas, a candidatura conta com recursos partidários. A direção nacional do PT destinou R$ 35 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outros R$ 150 mil do Fundo Partidário para a disputa pela Presidência.
Os valores e a origem das receitas podem ser acompanhados por meio dos registros encaminhados à Justiça Eleitoral, que fiscaliza a arrecadação e os gastos das campanhas.

