Mauro Galvão lembra conquista do Botafogo em 1989: ‘Aquele jejum era um peso para todos no clube’

Sub para os dois: Ex-zagueiro deu entrevista para o Museu da Pelada em meio ao rico acervo que a Suderj mantém no Centro do Rio

Ídolo de Vasco, Botafogo, Grêmio e Internacional, Mauro Galvão acredita que o maior desafio de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira seja fazer, em pouco tempo, a equipe jogar como o Real Madrid, com funções bem definidas e a participação tática de todos os jogadores. O ex-zagueiro deu uma longa entrevista ao Museu da Pelada, ao lado do presidente da Suderj, Marcos Santos. A resenha que irá ao ar no YouTube e nas redes sociais.

“É preciso saber separar o Ancelotti do Real e, agora, o da seleção. Porque uma coisa é treinar um time forte e que conta com os melhores jogadores do mundo. Outra, totalmente diferente, é trabalhar com o material humano que se tem à disposição. Esse vai ser o desafio dele, criar uma engrenagem em que as peças escolhidas façam as coisas funcionarem com muita disciplina e obediência tática. A seleção brasileira de Ancelotti vai ter que jogar como o Real Madrid, senão não vai funcionar”, analisou o ex-zagueiro, que disputou a Copa do Mundo de 1990 e conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1984.

A entrevista aconteceu no Museu da Suderj, no Centro. Os pés de Galvão, aliás, estão eternizados no local. Marcos Santos, o Marcão, mostrou ao ídolo todo o acervo que a entidade mantém, como as pegadas de outros craques, camisas antigas dos times do Rio, fotografias históricas de ex-jogadores e jornalistas, além de placas e bustos.

“Receber Mauro Galvão aqui é uma alegria tão grande quanto a alegria que muitos torcedores sentiram com as atuações que esse grande zagueiro teve. Além disso, tivemos a oportunidade de mostrar um pouco do trabalho da Suderj voltado à inclusão de PCDs e autistas”, ressaltou.

Mauro Galvão, que não conhecia o espaço, retribuiu:
“A preservação da memória é muito importante, o esporte vai bem além das disputas, tem uma série de histórias por trás. Gostei muito de ter participado desse encontro”.

Idealizador do Museu da Pelada, Sergio Pugliese exaltou a carreira do ex-zagueiro:
“Mauro Galvão é um dos melhores jogadores que o Brasil já teve, um cara muito humilde e de coração gigante. Um verdadeiro ídolo! Recebê-lo na Suderj, em meio a um acervo tão rico, foi um momento especial”, disse Pugliese.