Quando proteger é um ato de soberania

Por Fabio Vaz

O reconhecimento oficial do açaí como fruto original brasileiro não é apenas uma formalidade. É um posicionamento político, econômico e ambiental necessário para proteger um dos maiores símbolos da biodiversidade amazônica contra a biopirataria e a descaracterização de sua essência.

Cultivar açaí fora do Brasil, em solos e climas que não reproduzem o bioma amazônico, significa correr o risco de alterar sabor, textura e valor nutricional do fruto. Preservar sua origem é preservar sua identidade. É garantir que o padrão de qualidade do açaí consumido no mundo continue sendo definido pelo Brasil, e não por interesses externos.

Para a indústria e para o consumidor, a certificação de origem fortalece a confiança, assegura transparência e valoriza quem respeita a cadeia produtiva nacional. Mais do que um selo, trata-se de um instrumento de soberania econômica sobre um mercado global em plena expansão.

Proteger o açaí é proteger o que é nosso. E, nesse caso, proteger significa liderar.

Fábio Vaz
Empresário, CEO do Grupo Lokos por Açaí