Humor, e crítica social se encontram na estética que molda o trabalho do artista

O ator mineiro Paulo Guerra constrói sua linguagem artística a partir de uma fonte clássica e, ao mesmo tempo, ousada: o Teatro de Revista. Gênero que marcou a cena cultural brasileira no início do século XX, o Teatro de Revista ficou conhecido por unir humor afiado, música, dança e comentários sociais, sempre com leveza, ironia e forte apelo popular — elementos que hoje reaparecem, ressignificados, na obra de Paulo.

Inspirado por essa tradição, o artista traz para seus projetos uma estética que dialoga com o exagero consciente, o jogo Cidoca – uma personagem que inspira, e a critica o cotidiano de uma forma leve e bem-humorada. Assim como nas antigas revistas teatrais, nada é dito de forma direta ou óbvia: tudo passa pelo riso, pela provocação e pelo encantamento.

Mais do que uma referência estética, o Teatro de Revista funciona como uma estrutura narrativa para Paulo Guerra. Seus trabalhos exploram quadros, tipos populares e situações reconhecíveis pelo público, criando uma identificação imediata, mas sempre com uma camada extra de reflexão. O humor surge como ferramenta de inteligência — nunca gratuita — e a ironia como forma de leitura social.

“Eu busco retratar o dia a dia de uma professora, que divide a vida com o seu filho Pedro, um filho cheio de questões, de dúvidas, típico de quem esta começando a se aventurar na vida. – Cidoca é comprometida com a vida, com as amizades, com as necessidades diárias e a falta de paciência clássica de uma pessoa estressada com os gargalos da vida. E é aí que vem o humor do Teatro de revista, mostrando o cotidiano de forma inusitada.”, explica Paulo Guerra.

Ao beber dessa fonte histórica, Paulo atualiza o gênero para os dias de hoje, conectando passado e presente. O resultado é uma obra que valoriza a cultura brasileira, dialoga com diferentes gerações e reafirma o humor como linguagem artística potente, sofisticada e profundamente política.

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Sobre Paulo Guerra
O humorista de 35 anos, começou a ganhar visibilidade quando passou a gravar vídeos com Dona Conceição, sua avó — já falecida em 2022. “Minha avó era incrível, topava todas as minhas loucuras com os textos. Foi a partir daí que comecei a aplicar os estudos da faculdade de cinema na produção do meu conteúdo”, relembra.

Criador de personagens que misturam o humor popularesco com a sofisticação narrativa da dramaturgia e do cinema, Paulo desenvolve um trabalho autoral que une riso, afeto e crítica social através de figuras como Cidoca, Neuza e Mariza — mulheres populares que conquistaram milhões nas redes sociais e agora estão prontas para os palcos.

Sua comédia parte do cotidiano e é construída com linguagem refinada: roteiros com timing dramático, composição de cena precisa, direção de arte simbólica e um humor que acolhe e provoca. Com um olhar afetivo sobre as dores e delícias da vida adulta, da maternidade, da solidão e da amizade, Paulo Guerra cria uma comédia que não só faz rir, mas também faz lembrar. Rir com ele é revisitar a própria história.

Nas redes, Paulo já soma mais de dois milhões de seguidores — número que só cresce. No perfil @euoguerra, presente em todas as plataformas, o público encontra conteúdo leve, divertido e que transborda uma mineiridade única, cheia de afeto, humor e identidade.